sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O DLC mais caro do mundo foi lançado




Quando anunciaram Ultimate Marvel vs. Capcom 3, muita gente ficou com um pé atrás. Lançar a nova versão de um jogo que chegou aos consoles há menos de um ano soa estranho, principalmente em tempos em que patches de correção e DLCs são tão comuns.

Por outro lado, o estúdio prometeu uma dúzia de novidades, o que fez com que os fãs do crossover ficassem ansiosos com o que estava por vir. Com 12 novos personagens e outras melhorias significativas naquilo que já era bom, a Capcom tinha tudo para trazer um título ainda melhor. Mas será que as adições fazem valer o preço?
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Aprovado

Uma dúzia de razões
É inegável o fato de que os 12 lutadores adicionados ao elenco de Ultimate Marvel vs. Capcom realmente fazem o título valer a pena. O interessante é que entre novatos e velhos conhecidos dos fãs, temos guerreiros bem diferentes e que trazem novas opções de jogabilidade aos combates.

É o caso de Phoenix Wright, que possui três estilos de luta bem distintos, o que interfere nos tipos de golpes utilizados. Além disso, muitos de seus ataques são baseados na coleta de evidências, assim como acontece em seus jogos para Nintendo DS.
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Outro personagem que deve surpreender é Rocket Raccoon, o guaxinim espacial dos quadrinhos da Marvel. Apesar de ser desconhecido do grande público, seus movimentos são interessantes e sua agilidade permite a criação de combos extensos e poderosos.

Os demais lutadores também possuem seu charme, principalmente por conta de seus ataques variados, como Nemesis e Motoqueiro Fantasma. Além disso, ao contrário do que muita gente imaginava, a estreia de Vergil vai muito além de “uma nova roupa para Dante”, já que o vilão de Devil May Cry 3 possui um estilo próprio e bem diferente do de seu irmão.

Ampliando as arenas

Se você se incomodou com os poucos cenários de Marvel vs. Capcom 3, pode comemorar. A versão Ultimate dobra a quantidade de estágios disponíveis, trazendo 18 opções de locais para que os heróis e vilões dos dois universos quebrem o pau.

O que mais chama a atenção, no entanto, é o fato de que há muita referência a jogos antigos e grandes sagas dos quadrinhos. O maior exemplo disso é Days of Future Past, que traz elementos da história “Dias de um Futuro Esquecido”, publicada na década de 80. Já em Shadowland (inspirado em “Terra das Sombras”), temos uma pequena homenagem a Mortal Kombat, em que o herói Demolidor assiste à luta da mesma forma que o imperador Shao Khan.

 Analisando os oponentes

Uma das grandes falhas do game lançado em janeiro era a falta de um modo espectador para as partidas online. Ao entrar em uma sala, você era obrigado a ver dois cartões se chocando enquanto esperava sua vez, sem a possibilidade de acompanhar o estilo dos demais competidores.
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Em Ultimate Marvel vs. Capcom 3, isso é corrigido e ganha até mesmo algumas opções diferenciadas para agradar a todos os tipos de jogadores. Se sua conexão não é das melhores ou você simplesmente não tem paciência para ver outras pessoas caindo na porrada, basta desligar o recurso para voltar ao que já era feito em Fate of Two Worlds.

Por outro lado, a Capcom trouxe também uma forma de satisfazer aquelas pessoas que não querem jogar, mas apenas conferir como outros usuários lutam. Apesar de parecer um recurso desnecessário, isso é muito útil na hora de aprender novas estratégias de combate com determinado personagem ou para dar uma pausa da jogatina sem sair da sala.

Reprovado

O vilão mais chato do mundo

Um dos principais deslizes Marvel vs. Capcom 3 era a falta de modos diferentes para variar a jogabilidade do game. Em Ultimate MvC 3, o estúdio voltou atrás e adicionou uma das maiores exigências dos fãs: uma forma de controlar o vilão Galactus. Sinceramente, preferia que o jogo continuasse sem esse modo extra.
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Apesar de a ideia de jogar com o Devorador de Mundos pareça ser algo interessante, na prática isso é muito chato. Primeiro porque o personagem é extremamente lento, fazendo com que você mais assista à luta do que comande de verdade. Você aperta um botão e espera alguns segundos para que ele, enfim, mexa o braço. Outro golpe e mais um tempo de espera.

Como se não bastasse, o "Cabeça de Balde" também é muito forte, o que cria um desequilíbrio absurdo nos combates. Em alguns casos, basta um único ataque para que o adversário seja derrotado, o que faz com que tudo fique sem graça rapidamente. A inexistência de um controle de dificuldade só piora isso, já que um ajuste por níveis poderia trazer um pouco mais de desafio.

Um ataque ao bolso

Comprovando todos os meus medos, Ultimate Marvel vs. Capcom 3 não deixa escapar a imagem de que se trata de um grande DLC vendido como jogo inédito. Com exceção das melhorias apresentadas anteriormente, tudo é idêntico ao que existia em Fate of Two Worlds. É aí que entra a pergunta: era mesmo preciso lançar um novo game ou bastava liberar a atualização para download?
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O problema é que isso vai além da simples questão financeira. Como não há interação entre MvC 3 e sua versão Ultimate, há uma divisão perigosa entre os jogadores que optarão pelo novo título e por aqueles que não querem pagar por um jogo que já possuem. Sendo assim, ao invés de criar um ambiente online mais rico e que unisse todo o tipo de público, a Capcom fez uma separação desnecessária.

Vale a pena?

A grande pergunta que resta é: vale a pena pagar R$ 200 por 12 personagens? Se você já possui Fate of Two Worlds e não for um fã louco por algum dos estreantes, a melhor coisa a ser feita é esquecer a versão Ultimate e continuar se divertindo com o game que você tem em casa. Apesar de os novatos serem divertidos, a estrutura básica do game é a mesma, o que torna seu lançamento independente algo totalmente questionável.

Contudo, para quem está chegando ao mundo do crossover agora, Ultimate Marvel vs. Capcom 3 é uma ótima pedida, já que o título traz todos os acertos de seu antecessor, além de outras melhorias. Agora é torcer para que não venha uma edição “Turbo Champion Remix”.

Via Baixaki Jogos.

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