quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Análise: Renegade Ops


Quando as coisas não correm bem e a solução democrática não é possível, com quem é que vão contar? Com os Renegade Ops, é claro. O jogo da Avalanche Studios apresenta-se como uma aventura descontraída, repleta de ação e com um enredo que, sem nunca se levar a sério, consegue facilmente captar o interesse do jogador ao longo de uma aventura que poderá rondar em 4 horas. Uma jogabilidade divertida, soldados com diversas especialidades, um sistema de evolução decente e opções multijogador fazem de Renegade Ops aquele jogo que vão querer para o fim de semana.
Inferno, o grande vilão deste enredo, ameaça destruir cidade após cidade, espalhando o caos pelo mundo, enquanto uma proposta de negociação para as tréguas parece ser a melhor solução por parte dos grandes lideres políticos. O general Bryant difere – ele tem uma arma secreta para combater Inferno. A equipe de renegados, tal como são chamados ao longo de todo o jogo, é composta por 4 soldados do underground que, face à chamada de Bryant, são propostos a resolver um problema que parece não ter fim.
Sozinhos, ou com amigos (online com até 4 jogadores ou no mesmo console com um companheiro), estão prestes a embarcar numa aventura na qual deverão escolher um soldado de entre 4 disponíveis, cada qual com a sua especialidade. Armand dá ao jogador a possibilidade de utilizar uma carapaça para proteção extra, Diz é perita no uso de EMP’s, Roxy tem nos ataques aéreos a sua maior especialidade e, por fim, Gunnar (do verbo Gun) tem uma Heavy Gun (surpresa?) para levar tudo à frente. Cada um poderá ser evoluído individualmente, e poderão sempre mudar de personagem a cada missão, de forma a desbloquear novas especialidades ou melhoramentos para cada habilidade.
A aventura começa naquele que é o primeiro ataque dos renegados a Inferno – a chegada da equipe ao terreno, por assim dizer. Pela primeira vez Inferno descobre que tem oposição na sua luta a favor da destruição. O jogo não se poupa em mostrar sequências de vídeo através de um estilo claramente inspirado nos Comics, que dá à aventura uma identidade muito própria. Os personagens são de igual modo interessantes e bem recriados, até porque os estereótipos de vilão (Inferno) e herói (Bryant) são muito bem aplicados. Seja no intervalo entre missões, ou mesmo no meio das mesmas, surgirão as ditas animações, dando dados úteis para o seguimento da aventura.
Na prática o jogo é o típico shooter no qual se movimentam pelo cenário, dizimando inimigos e procurando upgrades. O interessante aqui é que os diversos cenários funcionam na forma de mundo aberto. O jogador é colocado numa área relativamente extensa, ao longo da qual vai realizando missões principais na busca pelo objetivo final. Pelo meio poderão ainda surgir missões secundárias. Ao derrotar inimigos poderão obter armas secundárias que variam entre um lança-chamas, um canhão elétrico e um lança-foguetes, ou ainda melhorar a arma principal, que é comum em todos os personagens.
Conforme a aventura se aproxima do final, inimigos mais complicados vão surgindo pelo caminho. Ao derrotarem esses inimigos ganharão sempre pontos de experiência que servem para aumentar o nível do personagem que escolheram. Só assim poderão evoluir as diversas características de cada personagem. Existem melhoramentos correspondentes à sobrevivência, à arma secundária e à especialidade de cada personagem. Normalmente o jogo funciona dentro do carro de combate que nos é entregue desde o inicio, mas poderão ainda pilotar um helicóptero a determinadas alturas. A aventura segue um caminho consistente, sem criar grandes surpresas, é verdade, mas também sem se tornar aborrecida. Só numa fase final existem algumas alterações à jogabilidade base que, funcionando bem, deixam na mente uma interrogação baseada na possibilidade de ter sido dado maior uso a essas mecânicas.
Existe normalmente a intenção de imprimir um ritmo acelerado ao jogo, uma vez que sempre que demorarem algum tempo para executar uma tarefa, um contador decrescente aparecerá como forma de apressar a ação. Caso falhem em atingir o objetivo proposto no tempo dado, perderão a missão. Seja como for, desde que procurem jogar a alto ritmo, o contador não aparecerá.
Tudo isso faz com que seja um jogo facilmente apreciado desde o seu verdadeiro inicio. Até mesmo graficamente é uma bela surpresa, apresentando cenários enormes e cheios de detalhe. Qualquer tipo de efeitos gráficos são igualmente bem recriados e, em conjunto com o estilo gráfico das sequências de vídeo, resultam numa obra graficamente intocável.
Renegade Ops é provavelmente aquele jogo que vão querer ter na coleção, seja para desfrutar de uma aventura interessante e descontraída ou para, a qualquer altura, entrar numas sessões cooperativas com amigos. O maior defeito que lhe pode ser apontado é a falta de incentivos para a repetição da campanha. Evoluir cada personagem ou procurar atingir pontuações altas serão os únicos objetivos a alcançar uma vez terminado o jogo. Uns modos de jogo extra teriam feito a diferença. De qualquer forma, e no que à demanda principal diz respeito, é um jogo de distribuição digital com a alma dos grandes. É divertido e tem caráter.
Fonte: Eurogamer.pt

Via GamePower

Prévia: Rayman Origins


Pegar em Rayman Origins é como pegar numa parte da história dos videogames. Não só porque o personagem é um dos mais representativas da marca francesa, a Ubisoft, mas também porque volta a colocar-nos perante desafios que não esperávamos encontrar num jogo de plataformas em side-scroll 2D atual.
Rayman é um personagem super interessante. Não apenas pelo seu aspeto cartoon, mas também pela forma maluca que se movimenta, ataca e comemora os feitos conseguidos. Aliás, nada melhor que descrever o jogo como um conjunto de malucos que andam rápidos, isto sempre com desafios interessantes. Neste novo jogo podemos juntar-nos com mais três amigos e jogar cada um com um personagem. Conforme vamos avançando na campanha do jogo, iremos desbloquear novos e estranhos personagens.
Como muitos devem saber, Rayman não tem braços nem pernas, estando um vazio entre os seus pés, que servem para diversos golpes, e punhos, que têm a mesma função de dar porrada. Como o nome indica o jogo tenta trazer a série para as origens. Por isso, se gostam dos Rabbids, fiquem sabendo que estão de fora do jogo, mas não desesperem. Esta decisão por parte da Ubisoft é perfeitamente compreensível. Os Rabbids já vivem sozinhos e têm os seus próprios jogos, e em breve até uma série animada.
De volta a Rayman Origins, temos assim um clássico jogo de plataformas, com novas perspetivas de jogabilidade em níveis de profundidade, mas sempre da esquerda para a direita. Apesar de querer voltar às origens, Rayman está muito atual. É impossível jogar Rayman Origins e não nos lembrarmos de New Super Mario, LittleBigPlanet e Locoroco. Desde a forma que se festeja no fim, das músicas e do cantarolar dos personagens até à estrutura dos quatro jogadores em modo cooperativo.
Rayman Origins é extremamente belo em termos de arte. Os níveis estão muito bem desenhados, com localizações, principalmente as com vegetação mais forte, parecendo pintadas com aquarelas. Existe uma sensação de estarmos mesmo nos locais, apesar da ausência do 3D de profundidade em termos de gameplay. Existem diversos níveis de profundidade, muitos deles apenas para criar este efeito de imersão, com artefatos, vegetação e cascatas entrando pelos nossos olhos.
A beleza também é transportada para o tipo de criaturas que habitam o jogo. Não são criaturas belas da forma mais “natural”, mas sim pelo seu traço e originalidade. Estamos claro falando de um jogo Rayman, e sendo assim, podem contar com criaturas totalmente malucas, estranhas e com formas de estar animalescas. Não esquecer as criaturas fixas, como as plantas e as próprias dificuldades arquitetônicas do jogo.
Como referi, conforme vamos avançando, novos personagens amigos de Rayman são desbloqueados. Na nossa casa (Glade of Dreams) podemos escolher estes personagens para jogarmos, mas apesar de serem diferentes, quer em tamanho, como em golpes, isso não tem uma mudança na forma que jogamos. Seria interessante termos níveis ou zonas construídas especialmente para determinado personagem. Além destes personagens, podemos também desbloquear diferentes Rayman, com habilidades e cores diferentes.
Os níveis são muito lineares, temos que ir do início até uma meta, onde serão contabilizados os Lums que apanhamos, que são uma espécie de moeda de troca. Pelo caminho existem diversos medalhões, sendo estes difíceis de apanhar. Alguns são uma verdadeira dor de cabeça, não pela dificuldade em si, mas pela fantástica e saudosa precisão de salto e contra salto e apanhar e voltar atrás…. Lindo.
A Ubisoft promete para o jogo final muitos mais cenários e níveis daqueles que já tivemos a oportunidade de jogar. Estão prometidas 12 ambientes distintos, com mais de 60 níveis. O jogo nunca dá tudo de uma só rodada. Incentiva a repetição dos níveis, nem que seja para podermos cumprir com os desafios de tempo. Determinados níveis serão desbloqueados se cumprirmos com determinados objetivos.
O único senão em Rayman Origins é que poderá sofrer do problema de monotonia. Não que o jogo seja chato, ou os níveis sempre iguais. Pois não é. É mais na forma que o jogo está construído, principalmente na ausência de formas de jogar com os outros personagens. Esperamos pela versão final e se os diversos níveis possam retirar esta sensação. Mas também nada melhor que jogar com amigos para que tudo isso desapareça.
Rayman Origins será lançado no dia 15 de novembro para a Xbox 360, PS3 e Wii.
Fonte: Eurogamer.pt

Via GamePower