Mesmo mostrando um Ezio já longe de seu tempo de jovem, ainda em busca de respostas do lendário Altair, e Desmond sofrendo um colapso mental, o novo game do Ubisoft traz melhorias na jogabilidade, respostas aclamadas a muito tempo e um visual magnifico.
O personagem que manda e desmanda ainda é Ezio, que por sua vez ficou juntando uns trocados por três décadas e agora volta a Constantinopla em busca de respostas de Altair, mentor dos lendários Assassinos Masyaf. O enredo de Revelations é com certeza mais grosso que seus antecessores, e é focado em todos os personagens ao mesmo tempo. Os templários por sua vez não são mais grandes obstáculos na busca de Ezio pelas chaves da biblioteca particular de Altair, a qual só se abrirá ao encontrar as cinco chaves de Masyaf, e quando se acha uma ela mostra as memórias de Altair, mostrando assim também a história da Ordem dos Assassinos.
A história de Revelations é surpreendente e com certeza muitos jogaram os Assassin's Creed's anteriores só para não ficar por fora da história, e outros muito jogam Assassin's somente pela sua história, que nos mostra sucessivas revelações que fazem com que o jogador queira logo chegar na próxima parte para saber o resto. O mundo de Revelations gita em torno não só de Altair, no século XII, e de Ezio, no ano de 1511, mas também em torno de Desmond, que está tentando sair de um coma cerebral atraves do Animus, que também é aquilo que o está mantendo vivo. Com história que lhe surpreende a cada passo dado, esses jogo com certeza merece concorrer a melhor game do ano.
Um gameplay melhorado e um arsenal avançado
Ao chegar na capital que divide o Oriente e o Ocidente, é mais do que obvio que Ezio não poderia sair de lá sem dar uma passadinha em algumas lojas e comprar um arsenal muito, digamos, "exclusivo" para seu estilo. E esse novo baú conta conta com uma lâmina bico de águia, que dá mais versatilidade aos combates.
Com um arsenal novo em folha, os combates ficam mais diversificados e os mapas serão de transição mais fácil, podendo se fazer uma tirolesa de um prédio a outro, e podendo usar também o cenário inteiro na hora do aperto. As bombas também, tem seu papel importante, fazendo você pensar se vai jogar uma para acabar com os inimigos, o somente chamar a atenção deles para sair despercebido. Enfim, com um arsenal tão grande e variado, é obvio que se terá que pensar antes de agir.
Além de ajudar no combate, alguns equipamentos serviram para transitar pelos mapas fazendo com que não se perca tanto tempo andando por aí. Esse sistema foi muito elogiado, pois ajuda bastante também no gameplay, que não fica para trás.
O gameplay trás muito do mesmo, e por isso ele é muito bom, já que sofreu somente algumas alterações e adições, nada que atrapalhe, pelo contrário, somente ajuda. Os novatos vão ter que se acostumar com um estilo meio Prince of Persia, já que algumas partes serão de escalada e meio parecidas com Le Parkour, algo que dá mais dinâmica ao jogo, e outras serão mais terrestres, como no caso dos combates, que vão com certeza cativar o jogador. Já os veteranos não vão ter o minimo de dificuldade, pois já estão acostumados, somente terão que memorizar os novos comandos, mas tanto faz se você é novo no jogo ou não, ainda é um gameplay fácil e divertido(eu ri durante algumas partes do jogo).
Paisagem digna de cartão postal
O áudio e os gráficos de Revelations são exatamente como o esperado, ou seja, incríveis! Esses dois elementos é que fazem a interação com o cenário, sem eles Assassin's Creed não seria o mesmo. Contamos com cidades tão belas que é impossível reclamar, e o áudio retrata muito bem aquele tempo, com uma linguagem formal e com tudo a que tem direito.
Constantinopla não é a mesma. Ela foi modificada pelos Otomanos, e é claro que a cidade está linda, e ainda é possível explorar muito dela(eu me perdi muitas vezes). A dublagem também não é fraca, cada personagem é posto com uma voz perfeita para si, o que faz a a interação ser mais fácil.
A Ubisoft se preocupou mesmo em recriar todos os detalhes das cidades e pessoas daqueles tempo. E conseguiram. No meu caso, nunca vi cidade mais bem feita, cada detalhe é único e me familiarizei bem com os personagens, que também foram muito bem feitos. Não foi um salto muito grande, mas o jogo ainda é muito surpreendente.
Assassino online
O modo multiplayer também merece destaque, já que veio mais refinado e completo. Conta-se agora com novas modalidades de jogo e novos estilos, o que torna o multiplayer mais dinâmico e divertido. A liberdade de se customizar o personagem é bem interessante, mas só é possível se você for bem nas partidas e liberar Abstergs points, o dinheiro usado no multiplayer para liberar armas e outros itens.
Os novos módulos de jogo incluem o Artifact Assault, que é o Capture a Bandeira, mas em vez disso você vai ter que pegar o emblema inimigo e trazer a sua base, e o velho Deathmatch, onde os jogadores são postos em uma arena e lutam um contra o outro sem a bússola indicando o alvo.
De novo um penhasco
Assassin's Creed Revelations é um grande jogo, mais ainda comete erros, e um deles é o simples fato de passarmos mais da metade do jogo sob comando somente de Ezio. Claro, ele não é fraco e nem ruim, mas no meu caso senti falta de jogar com Altair e Desmond(mesmo que neste jogo ele esteja presente para nada). Outra coisa é que Revelations é mais curto que Broterhood e menor que AC 2. E infelizmente o modo multiplayer será deixado de lado, pois entre jogar com outros ou terminar a campanha, a campanha ganha fácil. Ainda há o fato de o ritmo ser quebrado muitas vezes ao decorrer do jogo, como quando se tem que proteger uma base da sua guilda, quando se joga em primeira pessoa nas lembranças de Desmond e quando se anda pelo Animus. Essa quebra de ritmo é praticamente uma tortura.
Os loads do jogo ainda são muito demorados, então prepare-se para enfrentar muitas telas pretas, tanto na campanha como no multiplayer, além do excesso de detalhes que geram os odiados lags nas cenas de ação e provocam queda de quadros por segundo.
Finalizando
Assassin's Creed Revelations cumpre seu papel e não fica atrás de seus antecessores, mostrando o mundo aberto magnifico de Constantinopla, dando as respostas que se queria e conclui as narrativas dos respectivos Altair e Ezio para dar espaço a Desmond. O multiplayer não fica como principal, mas ainda é um bom passatempo. A Ubisoft finalizou essa saga com gostinho de quero mais, uma história limpa e finalizada e quase consegui deixar A'sC Revelations na elite.
Notas Finais
Gráficos: 93 / 100
Gameplay: 85 / 100
Áudio: 90 / 100
Diversão: 95 / 100
Positivos
Ação digna de AC | História empolgante | Interessante e muitos personagens
Negativos
Defesa de guilda frustrante | Multiplayer falho | Campanha curta
Análise por "O Joystick"











