Não há dúvidas de que Infinity Blade 1
foi um dos jogos de maior sucesso do iOS, tanto por seus gráficos
magníficos quanto por sua jogabilidade inovadora. Mas, com a chegada do
segundo game da série, a Chair Entertainment tinha uma tarefa
extremamente desafiadora: tornar melhor aquilo que já era quase
perfeito.
A história de Infinity Blade 2 segue diretamente do fim de seu
antecessor, depois que Siris finalmente adquire a poderosa espada que dá
nome ao jogo. Agora, o herói está em busca do criador da arma, chamado
Worker of Secrets, para trazer um fim à batalha entre ele e os terríveis
Deathless, em uma aventura que responde várias dúvidas que ficaram no
ar desde o primeiro game da série.
Aprovado
Infinitamente bonito
Caso, ao ver o primeiro game da série, você tenha pensado que esse era o
máximo que o iPad e iPhone alcançariam, prepare-se para dobrar a
língua: Infinity Blade II consegue, por mais incrível que pareça, ser
mais bonito que seu antecessor.
A diferença é discreta, mas definitivamente pode ser percebida, por
exemplo, no número ainda maior de detalhes que as armaduras de Siris e
seus oponentes usam. As texturas também estão mais “polidas” que antes,
contra a aparência levemente fosca das encontradas em IB1, trazendo um
resultado extremamente realista. Até mesmo a iluminação melhorou, dando a
real sensação de que o sol está “batendo” nos personagens e cenários.
Algo que também melhorou consideravelmente foi o número de polígonos
utilizados em cada objeto, cenário e personagem do game. Se antes só era
possível perceber um ou dois serrilhados ocasionais, agora encontrá-los
virou um verdadeiro desafio, tamanha a perfeição dos modelos.
Lute no seu estilo
Se Infinity Blade 1 tinha uma fraqueza era na jogabilidade, que
limitava o jogador ao uso de somente uma combinação de espada e escudo,
fazendo com que as batalhas logo se tornassem repetitivas. Mas com a
chegada de seu sucessor, esse problema deixou de existir.
A solução para isso foi a adição de duas novas classes de equipamento:
as “Heavy”, armas de grande poder de ataque, mas lentas, e as “Dual”,
espadas curtas que dão sequências de ataques rápidos em seu adversário. E
não pense que elas apenas afetam o dano de seus golpes. De fato, cada
uma delas parece ter uma jogabilidade completamente diferente da outra,
resultando em um equilíbrio perfeito quando juntas da original, a
“Light”.
Por exemplo, ao utilizar um equipamento “Heavy”, seu personagem perde a
capacidade de desviar, mas passa a poder se defender de qualquer ataque
apenas com o bloqueio comum. Já com o “Dual” é o inverso: suas espadas
são pequenas demais para protegê-lo, mas sua leveza permite que você se
esquive com facilidade de qualquer golpe.
E como se não bastasse, a velocidade de movimento difere tanto entre as
três classes que você provavelmente se verá obrigado a reaprender a
lutar quando trocar de estilo. Assim, sempre que estiver cansado de uma
delas, basta escolher outro equipamento e seguir com a sensação de estar
experienciando um jogo novinho em folha.
Reprovado
Somente para a telona
Tanta beleza em um game portátil acaba tendo um preço. É necessário um
hardware realmente poderoso, algo que você só vai encontrar no iPad 2 ou
no iPhone 4S. Se tentar jogar em qualquer outro aparelho, prepare-se
para slowdowns a cada dois segundos que estragam o passo do game e
arruínam qualquer animação.
Isso não é só irritante, como também afeta consideravelmente a
jogabilidade, já que, para se defender dos ataques inimigos é necessário
esperar até o último momento para reagir e atrasos na resposta podem
ser fatais para o heróis. E ser atingido por um golpe mortal
simplesmente porque esse slowdown fez com que você não conseguisse
entender o ataque “engasgado” do oponente é algo que acaba com o humor
de qualquer um.
Vale a pena?
Infinity Blade 2 não é um jogo perfeito, mas definitivamente chega
muito perto disso, se provando facilmente o melhor game já feito para o
iOS. Isso é ainda mais surpreendente em vista do pouco tempo (seis
meses) que a Chair teve para desenvolver essa continuação, mas ainda
conseguindo trazer tantas melhoras com relação ao original.
Mas aqui vai um conselho: se puder escolher, fique com a versão para
iPad 2. Do contrário, é provável que as batalhas deixem de ser
divertidas para se tornarem uma simples tortura.
Via Tecmundo




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