domingo, 5 de fevereiro de 2012

25% jogo, 75% anime: isso é Asura's Wrath


Desde seu anúncio, Asura’s Wrath vem se mostrando um dos games mais promissores, confusos e misteriosos dos últimos tempos. Com sua cara de “God of War budista”, a saga de destruição do deus Asura em busca de sua filha já teve informações sobre a trama, os personagens, o universo e a jogabilidade, mas muito pouco foi visto do próprio gameplay.
Então, veio a primeira demo do game. E o que muitos esperavam ser a resposta para o que é Asura’s Wrath se provou apenas mais motivo de confusão para quem a jogou: havia muito das batalhas já mostradas anteriormente e acontecimentos desconexos, mas ainda menos gameplay.
No fim das contas, ficou a dúvida: Asura’s Wrath é um jogo ou um anime interativo? A resposta, de acordo com a IGN – que pôs as mãos no game – é “nenhum dos dois”.
Mais para Heavy Rain que God of War
Se você está animado para jogá-lo, mas não é do tipo que gosta de assistir a cenas demoradas, aqui vai uma má notícia: em Asura’s Wrath, você vai passar mais tempo vendo vídeos longos do que derrotando as hordas inimigas. Não espere algo do nível Kojima, que chega a perder uma hora ininterrupta de conversas, mas é melhor estar preparado para muitas discussões entre os deuses.
Isso não quer dizer que a saga do deus hindu mais furioso da história é uma sequência de animações infindável, que precisa apenas que você pressione um botão na hora certa para que o jogo siga em frente.
Ainda há muita pancadaria, inimigos gigantes e, principalmente, lutas absurdas – afinal, matar um buda de 4 metros de altura apenas com chutes e cabeçadas é uma oportunidade rara, mesmo nos games –.

Sempre mudando
Uma das características que mais prometem em Asura’s Wrath é sua capacidade de mudar completamente a cada capítulo. A começar pela jogabilidade: em alguns momentos, o jogo traz batalhas épicas; em outros, é um rail-shooter frenético. Há até mesmo um capítulo onde tudo que você faz é beber saquê em uma fonte termal, lembrando um famoso mini game de cortesãs de God of War.
Mas o que mais muda nisso tudo é o próprio Asura. E não estamos falando dos vários braços que ele perde e recupera na aventura, mas da mente do personagem. Diferente da maioria dos protagonistas, que passam por um grande “crescimento pessoal” no decorrer do game, o deus hindu parece definhar e enlouquecer cada vez mais.
História digna de anime
Para um game tão apoiado na própria história, é importante que a trama seja densa. E se mesmo depois de tudo o que já foi mostrado nos vídeos ainda sobrar dúvidas, é bom deixar duas informações claras: em primeiro lugar, inspiração não falta para os desenvolvedores. Em segundo lugar, vai ser simplesmente impossível não perceber as raízes da trama no mundo dos animes.
Isso porque a CyberConnect2, que está desenvolvendo o título, conta com uma biblioteca de mais de quatro mil volumes de mangás, DVDs e Blu-rays de animes e muitos games. E os funcionários são instruídos a ler, assistir e jogar tudo.

O resultado disso tudo é um game completamente diferente do que estamos acostumados a ver: um pouco de God of War e muito de Heavy Rain se misturam às mitologias hindu e budista em cenários cheios de sci-fi com gráficos que combinam realismo e cel-shading, em uma trama extremamente complexa com cara de anime.
No fim das contas, não é possível chegar a uma conclusão sobre o que esperar do jogo, mas uma combinação tão maluca certamente promete. Resta esperar que Asura’s Wrath chegue às lojas a partir de 21 de fevereiro, nos Estados Unidos – e 24, na Europa –, para descobrir se ele vai conseguir tirar a impressão deixada por sua demo.
Via Baixaki Jogos.

A demo de Twisted Metal é intensidade pura!


Se você é veterano nos games, então provavelmente deve conhecer o lendário Twisted Metal. Trata-se de uma série que já acompanha a linha PlayStation há mais de 15 anos, sendo lançada em quatro plataformas diferentes. E sempre mantendo a mesma e excelente fórmula, calcada nos combates com veículos e muita ação exagerada.

Após mais de dez anos sem aparecer em um console de mesa, Sweet Tooth e companhia finalmente retornam em um game que promete ser o melhor da série. Segundo Eat Sleep Play, desenvolvedora de David Jaffe, que está responsável pelo game, o novo Twisted Metal permitiu que o time conseguisse criar tudo o que sempre quiseram.

Felizmente, quem está louco pelo game já pode liberar um pouco de sua brutalidade com a versão demonstrativa de Twisted Metal, que está disponível na PlayStation Network. Obviamente, nós não perdemos e fomos logo desfrutar deste intenso título, que surge ainda mais explosivo. Confira os detalhes!
Carros e pilotos insanos

Ao se deparar com Sweet Tooth — o famoso palhaço de cabeça flamejante— e com uma trilha sonora ao melhor estilo Heavy Metal, você provavelmente perceberá que Twisted Metal continua empolgante como sempre.

A demo conta com a possibilidade de se jogar sozinho, contra seis participantes controlados pelo computador, ou então em partidas online. Independentemente de qual escolher, você terá oito veículos à sua disposição, variando desde caminhões, passando por motocicletas, até helicópteros.

Basta observar os três atributos principais (velocidade, poder especial e armadura) e escolher a caranga que mais se adapta ao estilo de jogo. Quem gosta de veículos mais pesados e com bastante resistência deve escolher o caminhão Darkside. Já os jogadores que preferem agilidade se darão bem com a motocicleta Reaper e também com o veloz Crimson Fury, ambos também com excelentes ataques especiais. Enfim, se tiver dúvidas, experimente vários até encontrar o seu favorito.
Explodindo o mundo

Cada veículo conta com um ataque especial com duas variações. O helicóptero Talon, por exemplo, pode acionar uma metralhadora, que coloca o jogador na perspectiva de primeira pessoa, ou então usar um imã nos oponentes para sugá-los e levá-los para onde bem entender.
Além dos ataques especiais, também temos várias armas diferentes espalhadas pelo cenário. Temos os famosos mísseis perseguidores, as minas remotas, os mísseis que devem ser carregados antes de lançados e diversas outras ferramentas de destruição. Destaque para a nova Sniper, que tem seu poder aumentado conforme o jogador mantém seu oponente na mira.

Em suma, temos uma infinidade de itens diferentes e cabe a você descobrir qual é a melhor opção para a determinada situação. Alguns itens podem prejudicar o próprio jogador quando não utilizados da maneira correta, enquanto outros são eficientes quando existem inimigos aglomerados.
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Twisted Metal também traz ataques padrões para todos os veículos. Na tela de seleção de sua caranga, você poderá escolher sua arma secundária. Por padrão, temos uma metralhadora, com tiros infinitos e que não causa muito dano. Entretanto, durante o game, você consegue armas aprimoradas e que podem ser tão poderosas quanto às primárias.

Temos ainda a chance de utilizar escudos, minas e projéteis de congelamento, graças aos recursos extras, que são mapeados no direcional digital. Essas utilidades, entretanto, consomem uma parcela de uma barra especial e que se regenera automaticamente. Por fim, o jogador pode saltar e também usar o turbo, que é limitado e deve ser recarregado com itens espalhados pelo jogo.

Complexo e difícil

Twisted Metal está parecendo muito complexo para você? Com certeza. E, na realidade, ele é. Na demo, já notamos que o tempo de aprendizado será bem extenso, pois existem muitas possibilidades e, consequentemente, muitos comandos a serem decorados. Não se assuste se, por acaso, você passar umas cinco ou seis partidas apenas sendo fuzilado por tiros de todos os lados.

Além do tradicional modo Death Match, Twisted Metal também traz uma modalidade conhecida como Nuke, que divide os jogadores em times e relembra bastante o famoso Capture The Flag. Sem dúvida, uma excelente adição ao título, já que podemos utilizar elementos estratégicos no trabalho em equipe.
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Quanto aos gráficos, Twisted Metal não se destaca muito e até aparenta estar meio “cru”, mesmo pouco menos de um mês antes do lançamento. Tudo bem, não podemos negar que a ação é realmente intensa, gerando explosões e destruições que chegam a deixar você perdido — e tudo isso sem qualquer queda na taxa de quadros por segundo. Mesmo assim, esperamos que o jogo final traga visuais mais caprichados, assim como aconteceu com God of War III.

 O retorno de Twisted Metal é como todo o fã gostaria: fiel às origens, intenso e muito hardcore. A versão completa ainda trará multiplayer local para até quatro pessoas, em tela dividida, além de a possibilidade jogar ao lado de um amigo, no mesmo PlayStation 3, contra oponentes online.
O título chega às lojas no dia 14 de fevereiro, exclusivamente para PlayStation 3. Até lá, fique ligado aqui no Baixaki Jogos para mais informações. E que venha o sorveteiro Sweet Tooth!
Via Baixaki Jogos.