Esteja preparado para arrancar uns braços e pernas para golpear seus inimigos e, se perder a cabeça não tem problema, cresce outra no lugar.
Apesar de parecer promissor, NeverDead não agradou a todos, mas vamos conferir o que ele tem de bom e de ruim para saber a verdade.

Tem gente por aí que não gostou nem um pouquinho do jogo, mas também não é para menos: ele passa a princípio uma boa impressão -- que causou um hype razoável entre a galera fã de ação -- e logo em seguida evapora com todas as expectativas nos primeiros minutos de jogatina.
Bryce Boltzmann é um ser metade-humano-metade-demônio condenado a perseguir eternamente, desde a época medieval, vários demônios que o fazem lembrar constantemente de sua condição de criatura imortal. Quanto mais dano você toma, mais suas partes do corpo vão se despedaçando e caindo até sobrar apenas a sua cabeça (ela continuará a rolar e funcionará como um bola que anda sozinha e ataca!).

Meio "Devil May Try" (Devil May Cry), meio shooter genérico com especialidades que, no final, não mudam grande coisa do que já existe. Assim é NeverDead.
A trilha sonora é pauleira e domina do começo até o fim; créditos ao Mega Death que fez a maioria das músicas. NeverDead na verdade é um jogo simples, mas dessa vez não é o típico simples que é agradável de jogar, e sim o que se percebe que muito ficou por fazer em termos de produção. O personagem movimenta-se bem mesmo quando está em pedaços, mas a animação é péssima e o frame rate não colabora.
Em momentos de ação em que o negócio fica feio e o caldo engrossa, nosso herói pode ir perdendo facilmente algumas porções do corpo e perde a capacidade de usar as armas de fogo, que são a principal ferramenta de extermínio contra inimigos particularmente grandes e assustadores. Há sempre a espada como forma de ganhar alguma margem de distância e decepar depressa partes de criaturas menores, mas o seu manuseio é uma grande porcaria e fica muito distante dos outros games que têm fluidez muito melhor neste assunto.
Se sobrar só a cabeça, você terá de ir procurar as partes restantes e passar por cima delas para refazer o corpo. Há indicadores na tela para mostrar as partes próximas. Porém, isto não implica não haver um "gameover". Mais à frente você encontrará situações em que inimigos vão engolir sua cabeça. Se chegar a esse extremo ficará condenado à fase dois; a viver eternamente no estômago de uma criatura que parece uma bolha. O que é uma vergonha para alguém que viveu muitos séculos. Mas existem QTMs (quick time event) que podem resolver essa parada.
Se esta parte é na era medieval e conta como ele ganhou os poderes, por que ele tem metralhadoras?
O frame rate inconstante e as perspectivas de câmera estranhas que podem te deixar até tonto, acabam deixando o jogador em situações de desvantagem, não por falta de perícia em um game de tiro, mas sim porque o jogo conspirou para que assim fosse. Prepare-se para cair no tédio, pois o game é repetitivo e cansativo. As missões não passam de limpar os monstros de uma área e ir para a seguinte até chegar no mestre derradeiro e partir para a briga.
A destruição do cenário é um elemento a considerar no combate contra os demônios. Podemos usar garrafas de nitrogênio para explodir paredes que revelam percursos anteriormente bloqueados, mas também dá para mandar muitos demônios para o espaço com essas artimanhas.
Para concluir, NeverDead me deixou decepcionado e não pretendo gastar muito tempo com ele, mas devo confessar que ele tem um nível de demência próximo ao dos games de Suda 51como No More Heroes, porém um pouco pior.
NOTA: 4
Via Gamelib.
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