A série “F.E.A.R”. ganhou uma enorme notoriedade quando foi lançado em 2005 por apresentar bons gráficos e inovações nos já batidos jogos de tiro em primeira pessoa. Além de permitir que o jogador utilize o famoso efeito Bullet-Time, havia o fator medo, com cenas de horror e muitos sustos. Infelizmente, todo esse sucesso não acompanhou a sequência de 2009, “F.E.A.R. 2: Project Origin”: o segundo título da franquia deixou o horror característico da série de lado e focou na ação. O resultado foi um game de FPS batido, e mesmo com expansões, ele perdeu prestígio.
É foi justamente naquele momento que a Warner Bros. revelou publicamente que a produção de “F.E.A.R. 3” não só teria uma campanha publicitária maior, mas também contaria com a equipe de produção do game original, que retornou para reviver o espírito do primeiro título. Sem falar, é claro, em toda a temática em torno do personagem Point Man e Alma, a menina vestida de vermelho que aterroriza muita gente.
Em “F.E.A.R. 3”, tudo funciona como uma continuação direta dos outros games. Portanto, teremos fantasmas rondando os cenários e um enredo que foca nos dois irmãos “especiais” que foram criados especialmente para serem militares superpoderosos: Point Man é um cara que tem extensa habilidade com armas, estratégia e visão de combate, enquanto Paxton Fettel é um cara com poderes paranormais, que foi morto pelo próprio irmão com um tiro na cabeça.
Apesar de frequentemente mencionar que não foi muito gentil da parte de seu irmão ter aberto um buraco em sua cabeça, os dois protagonistas caminham juntos durante toda a aventura. Há, inclusive, a possibilidade de jogar em modo cooperativo com os dois personagens ao mesmo tempo – ou jogar com um de cada vez, à medida que o jogador completa as fases com Point Man.
A diferença entre os dois é que Point Man segue a jogabilidade clássica de “F.E.A.R.”, ou seja, muitas armas à disposição: pistolas, submetralhadoras, rifles e bugigangas com grande poder de fogo. Há também o poder de deixar tudo em câmera lenta (Bullet-Time), que é sensacional. Na verdade, essa abertura serve mais para dar mais atratividade ao multiplayer e fator replay do game, uma vez que o Point Man é a raiz de tudo.
Como você já deve ter imaginado, a combinação de armas pesadas, poderes paranormais e soldados treinados certamente não poderia resultar em outra coisa que não seja sangue, muito sangue. “F.E.A.R. 3” usa e abusa da cor vermelha e torna possível que o jogador desmembre adversários ao mesmo tempo: é comum explodir cabeças e braços com uma escopeta. E se você tiver alguma aversão a tanto sangue, pode a qualquer momento desativar a opção de mostrar esse lado mais “gore” no menu de opções.
Mesmo sem gráficos de ponta, as texturas e animações não desapontam e ajudam a narrativa prosseguir com diversas cenas em computação gráfica entre os capítulos. A diversão também aumenta pela Inteligência Artificial dos inimigos, que troca de posições de combate, elabora estratégias e muitas vezes conseguem te surpreender durante o combate.
A ambientação também mantém a mesma tonalidade escura vista no primeiro episódio da série. São cenários assustadores, com corpos espalhados ou enganchados em um frigorífico, por exemplo. Em meio a tanto sangue, os inimigos variam de soldados comuns até seres dotados de poderes energéticos, robôs gigantes e fantasmas-zumbis.
Cenas de terror e sustos, no entanto, não existem mais com tanta frequência. Talvez por já ter esgotado esse recurso no primeiro título, as aparições e outros tipos de “viagens” que o protagonista passa não assustam mais. A coisa até fica meio repetitiva até o final do jogo e chega a ser enjoativo ter aquela “quebra da ação” com mudança constante de filtros na tela e vultos caminhando pelos cantos escuros.
Além da campanha, que tem uma jogabilidade divertida e atraente, “F.E.A.R. 3” traz quatro modos distintos de multiplayer para os amantes da jogatina online: Fucking Run, Contractions, Soul Survivor e Soul King. A primeira opção, Fucking Run, coloca até quatro jogadores contra ondas de inimigos. Funciona mais ou menos como a mecânica de “Left 4 Dead”, em que os jogadores saem de uma sala segura e precisam matar os inimigos dentro de um determinado tempo. Já o Contractions consiste em se defender de 20 ondas de inimigos. Os outros modos, Soul Survivor e King, inserem os jogadores na pele de espectros, no qual o objetivo é possuir a mente dos personagens do time adversário.
“F.E.A.R. 3” é uma das franquias que conseguiu se renovar e voltar com qualidade ao mercado. Em uma época em que novos jogos do gênero FPS são lançados a cada semana, o título consegue se destacar entre muitos outros com uma jogabilidade intensa, interessante e cheia de sustos. A Day 1 Studios arriscou novas possibilidades e conseguiu agregar um pouco mais de diversão em seu game.
Entre as mudanças (bem-vindas) está o maior dinamismo em procura e uso das coberturas do cenário. O jogador pode, por exemplo, se esconder atrás de caixas ou muretas. Porém, esses locais podem ser destruídos, forçando o jogador a mudar de pontos e traçar estratégias de combate. Além disso, há golpes que o protagonista pode realizar – como voadoras ou rasteira nos inimigos – que são bem úteis quando há muitos inimigos a sua volta.
Fonte: MSN
Via GamePower




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